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Bonfim Paulista tem mais do que só uma praça e um coreto. Cervejaria que segue estilo alemão cresce no distrito vizinho de Ribeirão

11/06/2018

por: Bia Amorim
Bonfim Paulista tem mais do que só uma praça e um coreto. Cervejaria que segue estilo alemão cresce no distrito vizinho de Ribeirão
Sala de brassagem da Cervejaria Walfänger. Foto: Rafael Cautella.

Bonfim Paulista é um pequeno distrito de Ribeirão Preto. Tem basicamente uma pracinha, poucas ruas ao redor e um monte de condomínios de casas. E foi lá que a família Baliero resolveu construir a fábrica de cervejas que tem seu nome em alemão, Walfänger . Inaugurada em junho de 2015, a fábrica conta com seu próprio bar, que além de servir as cervejas super frescas, ainda tem cardápio caprichado de comidas típicas alemãs e um animado Biergarten. 

Em nossa série de entrevistas com o mercado cervejeiro da região de Ribeirão Preto, entrevistamos Raoni Baliero, gerente comercial da Walfänger, que nos conta um pouco mais sobre a cervejaria.

FM: 1 - Por que escolher a escola cervejeira alemã? Essa escolha muda o tipo de público alvo?

RB: A escola alemã têm cervejas com boa drinkability, que agradam mais facilmente aos mais diversos paladares, até mesmo aqueles que ainda não estão acostumados com as cervejas artesanais. Ela atinge um público mais abrangente, não se restringe a um público que gosta de cervejas mais lupuladas, por exemplo, é mais abrangente neste sentido. A escolha também se deu pela história e tradição cervejeira da Alemanha, que é apaixonante, nos identificamos muito e essa identificação também é muito importante na concepção de um negócio. Não digo que muda o público-alvo que outras cervejarias têm, digo que abrange e agrada a todos aqueles que gostam de uma boa cerveja artesanal.

Raoni Baliero no escritório da fábrica. Foto: Fábio Melo.

FM: 2 - A fábrica comemora em 2018 3 anos. Quanto vocês cresceram neste período?

RB: Nossa capacidade produtiva foi de dez mil litros para sessenta mil litros.

FM: 3 - O Clube do Marcos é um braço diferente. Como surgiu a oportunidade de produzir para um modelo de negócio onde o prestígio do nome de um jogador tão querido é levado em conta?

RB: A ideia de o Marcos ter uma cerveja e do Clube 12 surgiu durante um almoço entre amigos. Nós fomos procurados pela equipe dele, que fez uma prospecção de mercado, na qual também participam outras cervejarias e nós ganhamos pelo paladar, segundo o próprio Marcos, que gostou muito das nossas cervejas. Ele mesmo é o exemplo do que falamos acima sobre a escola alemã agradar mais facilmente aos mais diversos paladares, pois o Marcos tinha uma ideia de que cerveja artesanal era tudo amarga e forte e se surpreendeu ao conhecer nossa linha, viu que tinha cerveja de sabor mais atenuado, como nossa Munich Helles, por exemplo.

 Marcos com a cerveja do Clube 12, na Walfänger. Foto: Divulgação. 

FM: 4 - Onde a Walfanger alcança hoje? Só regional?

RB: Sim, a nossa capacidade de produção atual abastece o nosso mercado regional e os nossos negócios com parceiros, como a Cerveja 12, do Marcos.  A nossa intenção é ter uma expansão territorial planejada e gradual, a partir do nosso centro, que é a região. Mas conseguimos estar nacionalmente presente, agora, com o e-commerce www.walfanger.com.br.

FM: 5 - O modelo de ter cozinha servindo joelho de porco e tanques servindo Weiss é comercialmente viável? O restaurante e a cervejaria andam juntos?

RB: São empresas distintas, com funcionamento paralelo. O brewpub Walfänger tem como fornecedor a Cervejaria Walfänger, mas são empresas diferentes. A indústria anexa ao brewpub é um complemento e um chamativo a mais, pois possibilita ao cliente tomar uma chope fresco. A cerveja sempre vem acompanhada de uma harmonização, e como nós seguimos a escola germânica, fizemos um espaço para que as pessoas pudessem ter essa experiência de degustação de cerveja harmonizando com um prato de forma completa.

Joelho de Porco, harmoniza muito bem com as cervejas da casa. Foto: Rafael Cautella.

FM: 6 - O que é preciso para entender o mercado cervejeiro atual?

RB: O mercado cervejeiro brasileiro é muito novo, ainda tem um grande número de pessoas que são potenciais clientes, mas que não conhecem ainda muito bem o produto. Acho que é preciso entender isso e não “falar” somente com quem é cervejeiro, mas o desafio é manter e atrair o público cervejeiro artesanal e atingir aquele que ainda não é o da cerveja artesanal, mas que tem grande potencial de vir a ser.

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