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O apetite foi o nosso guia, o paladar é seu

31/10/2018

por: Bia Amorim
O apetite foi o nosso guia, o paladar é seu
Com as cabrinhas no editorial sobre queijos da região

Plantamos. A Farofa nasceu em junho de 2017 como uma semente em um punhado de terra. Em uma época de incertezas, nos balizamos no sonho de colocar nas ruas um veículo para falar sobre alimentação e tudo o que nos conecta a ela.

Pouco mais de um ano depois da primeira edição, estamos aqui novamente. Passamos por todos os processos que uma plantação tem. Depois de jogar a semente, esperamos ela germinar. Cuidamos e observamos de perto seu crescimento. Fertilizamos também via internet nosso portal com muitas histórias deliciosas e até emocionantes. Chove, faz sol, chove, seca. Entre as estações e a espera pela colheita, imaginamos o sabor doce que o fruto tem.

Quando começamos a produzir a segunda edição da revista, tínhamos muitas pautas interessantes para compartilhar. Escolhemos alguns personagens para esta segunda revista com o intuito de continuar mostrando o quanto as relações humanas são necessárias para gerar a cultura gastronômica e afetiva que nos alimenta o corpo e também a alma.

A capa desta edição é doída. Tenho em casa um exemplo de criança que fazia e faz ainda cara feia para pratos cheios de nutrientes e sabores. Acompanho famílias amigas que tem a mesma dificuldade em fazer as crianças comerem de forma mais saudável. Tenho conhecidos, já adultos, com restrições alimentares muito infantis. Como você se alimenta? É preciso as vezes ir a fundo para descobrir porque o asco toma conta de alguns paladares. Conversamos com pessoas que nos contaram suas histórias.

Na matéria sobre queijos, foi uma deliciosa aventura chegar nas fazendas e sítios produtores desse alimento tão amado. Queremos que você conheça mais sobre o assunto e reveja se aquela muçarela sem cor e sabor, industrializada, não precisa ser trocada por produtos frescos, regionais e cheios de textura e intensidade no paladar.

O café está em nossas fronteiras. A cana de açúcar tomou o lugar dos cafezais da cidade de Ribeirão, mas sobreviveu nas pequenas agriculturas da região e hoje nos fazem beber de perto as colheitas próximas. A região da Alta Mogiana já é conhecida em cafés coados e expressos internacionalmente. Contamos a história de sucesso, fracasso e retomada regional dessa bebida tão consumida.

Bisteca, bolovo e brigadeiro são os destaques que provamos nesta edição e compartilhamos com você.

Nas páginas amarelas, mais de 100 lugares entram na lista para ajudar, como um mapa, seu paladar guiar você.

Aproveite!

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